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Estudo da Bloomers revela visões conservadoras sobre família

Estudo da consultoria, inspirado em filme de 1902, também aponta o conservadorismo dos entrevistados sobre o papel das mulheres na sociedade.

Imagem de uma família feliz sentada num gramado.

Crédito: Pixabay

Pesquisa realizada pela Bloomers, consultoria que atua no desenvolvimento de marcas, culturas e negócios, apontou que muitos brasileiros e, em especial, os homens, possuem visões muito tradicionais sobre a constituição de famílias e sobre os papéis dos homens e das mulheres na sociedade.

Realizado com 470 pessoas entre 16 e 54 anos, levantamento destaca como 62% dos homens e 43% das mulheres entendem que uma família só pode ser composta por pai, mãe e filhos.

Além disso, 31% dos homens creem que as mulheres não devem ter uma carreira ou que devem ter uma carreira, mas que seus filhos, maridos e casas devem ser prioridades.

Em contraponto, 40% das entrevistadas disseram estar pouco ou nada otimistas com o futuro das mulheres.

Nesse sentido, 50% dos homens e 60% das mulheres acreditam que a sociedade brasileira poderia valorizar mais o papel pessoal e profissional das mulheres.

Porém, ao serem perguntados de forma mais enfática se há desvalorização, diminuição e discriminação do papel das mulheres na sociedade, apenas 16% dos homens e 29% das mulheres concordaram com essa afirmação.

Além disso, 9% dos homens (e 0% das mulheres) ainda acreditam que o homem deveria ser mais valorizado na sociedade.

Tanto homens quanto mulheres também ressaltaram que as famílias possuem influência ou muita influência sobre suas vidas (66% no total).

Uma menor parte dos entrevistados, porém, afirmou ter ampliado muito o relacionamento com suas famílias nos dois últimos anos (35% dos homens e 27% das mulheres).

Parte deles (41% dos homens e 43% das mulheres) reforçaram que a importância da família diminuiu nos últimos anos.

Sobre a pesquisa 1902 da Bloomers

O levantamento 1902 é inspirado pelo filme Uncle Josh at the moving picture show, de Edwin Porter, um dos primeiros filmes da história do cinema, que estreou em fevereiro de 1902.

A película traz um homem interagindo com três pequenas cenas exibidas em um projetor em um teatro de Vaudeville que motivaram a pesquisa ao redor de três temas centrais: o papel das mulheres e o olhar masculino sobre o feminino na sociedade; os impactos deixados com avanços da tecnologia em nossas vidas hoje e no futuro; e a função das relações familiares em um período de mudanças históricas, marcadamente a pandemia, a guerra e os recursos digitais.

“Nosso entendimento é o de que os três temas endereçados pelo filme se tornaram, desde sua primeira exibição, universais, e ainda um reflexo de tempos passados que se reproduzem no presente e influenciam o amanhã. O objetivo foi demonstrar como temas de ontem mantêm influência sobre o hoje e o futuro, e como as marcas podem direcionar suas vocações para a resolução de temas históricos críticos para o desenvolvimento da sociedade”, destaca Ivan Scarpelli, sócio-fundador e CEO da Bloomers.

Ivan destaca que, no filme, Uncle Josh tenta ocupar o papel de responsável pela família ao testemunhar sua filha ao lado de outro homem e pondera que essa atitude também traz uma reflexão a respeito dos papéis e as funções dos componentes familiares em uma sociedade em transformação.

“Podemos perceber que passado e presente se confundem novamente aqui, com uma visão tradicional sobre os elementos que constituem uma família nuclear, com ênfase no entendimento dos homens sobre a constituição familiar e a importância desse elemento em suas vidas”, explica.

A pesquisa foi realizada com 470 pessoas entre 16 e 50 anos em todo o Brasil.

A pesquisa possui 95% de confiança.

Ao todo, foram realizadas dez questões distribuídas para os três temas.

Além disso, também foram realizados questionamentos sobre o papel das marcas em relação a esses tópicos.

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