Escrito por Geraldo Trindade, escritor do livro “O amor existe? Depende” (Crédito da foto principal: Divulgação).
O amor não tem limites, pois, se houver limites, não é amor.
Ele pode até ser condicionado, para poder ser exercido em sua plenitude.
Este amor sem limites existe em corações maternos, paternos e em muitos lares, mas pode ser cultivado em qualquer lugar onde se deseja a paz.
Porém, em muitos lares, onde um pseudoamor é usado para camuflar sentimentos menos nobres ou nada nobres, tais como paixão, dependência psicológica, ou outros interesses quaisquer, ele pode trazer desilusão e sofrimento.
E, como a mulher sempre teve mais tendência a acreditar no amor, é historicamente a que mais sofre com esses relacionamentos.
Além disso, de modo geral, o cenário sempre foi favorável ao homem, porém isso está mudando, porque a mulher tem lutado muito para equilibrar a situação.
No entanto, elas têm pagado um preço alto: o mercado de trabalho sempre lhe exige mais qualificação, e, no trabalho em si, muitas enfrentam a dor de ter que ausentar-se dos filhos no momento em que eles precisam de seu colo e de sua proteção.
Trabalhos exaustivos, ambientes desconfortáveis, dupla jornada de trabalho e tantos outros obstáculos põem à prova toda a resiliência delas.
Mas, para muitas, nenhum obstáculo é tão cruel quanto a covardia de quem lhe prometeu amor e ofereceu o contrário.
Como é difícil acreditar que o amor não tem limites, vendo diariamente que o oposto também não tem.
Apesar disso, tanta luta não tem sido em vão.
Os números mostram que milhares de relacionamentos têm terminado em divórcio, sem drama, nem tragédia, e a maioria acontece por iniciativa de mulheres.
Pesquisas também revelam que são por diversos motivos.
E mesmo que isso contribua para a desconstrução da família, ainda é positivo, pois se a família é a base da sociedade, família sem amor não deve existir.
Não fará falta nenhuma, já que o amor não tem limites.
Sobre o autor
Geraldo Trindade é autor do livro “O amor existe? Depende” e utiliza a escrita como forma de reflexão sobre relações humanas, sentimentos e experiências do cotidiano.
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