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Volta às aulas para alunos com TDAH: Desafios e auxílios

O Colégio RCS, que capacita professores da rede pública, ensina pais e responsáveis a identificar problemas, auxiliar no aprendizado e relacionamento escolar.

Imagem de uma professora consolando um aluno triste.

Um momento muito esperado por crianças e adolescentes começou: a volta às aulas! Um grande motivo para reencontrar os amigos, brincar e aprender coisas novas. 

Embora a expectativa seja grande por parte deles, é muito importante instruí-los de maneira adequada, e assim, colaborar com experiências ainda mais positivas, seguras e proveitosas.

Para crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a volta às aulas pode não ser tão divertida assim, já que o transtorno afeta de forma significativa o processo de aprendizagem e os relacionamentos com colegas e professores.

No caso de crianças típicas, a antecipação da rotina, mesmo que um pouco antes das férias acabarem, seria suficiente para regular os horários.

“É necessário estar atento à vida acadêmica dos nossos filhos, para estimular o desenvolvimento, a autoconfiança e o interesse das crianças em aprender, o que impacta diretamente no dia a dia escolar deles”, afirma Gabriel Frozi, CEO da escola Rio Christian School, o primeiro colégio na América Latina voltado ao ensino bilíngue para crianças com TDAH.

Um estudo do Programa de Transtornos de Déficit de Atenção/Hiperatividade (Prodah), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Hospital de Clínicas, encontrou uma prevalência de 5,8% de TDAH em crianças e adolescentes.

Existem aproximadamente 50 milhões de brasileiros com idades entre 5 e 19 anos, isto significa que são 2 milhões e meio de portadores no país.

O transtorno pode ser oficialmente diagnosticado a partir dos sete anos, justamente no período de alfabetização, e coloca o Brasil dentro do patamar internacional, com ocorrência entre 4% e 5% em crianças em idade escolar.

Diversos estudos já mostraram que o déficit de atenção, associado ou não à hiperatividade e à impulsividade, compromete frequentemente o rendimento escolar.

Tendo em vista as necessidades de cada criança, esse perfil precisa ser traçado, para que um trabalho personalizado possa ser feito quando esse aluno voltar à sala de aula.

Uma comunicação efetiva e segura com a criança é o primeiro passo para que esse processo inicie.

O carinho, o amor e atenção nesse momento também são fundamentais.

Uma sessão de planejamento com a criança para conversar sobre o que dificulta na escola, seus medos e inseguranças, desafios e expectativas também precisam ser pontuados e posteriormente examinados com o professor.

Todo o trabalho com uma criança ou adolescente com transtorno de déficit de atenção é diário e constante.

Uma família unida aliada a uma escola competente e participativa é fundamental para um aluno se desenvolver em todos os campos de forma efetiva, superando as dificuldades do TDAH.

Gabriel Frozi, também fundador da escola Recreio Christian School, pensando em facilitar esse processo de adaptação dessas crianças e adolescentes no ambiente escolar, criou um sistema inovador de ensino, que prioriza a participação em sala de aula, o comprometimento com os deveres de casa e a atuação em projetos.

O modelo tradicional aplicado na instituição contempla ambientes e atividades diferenciadas, no qual o professor é o facilitador do processo ensino-aprendizagem, favorecendo o espaço de interlocução e socialização.

Além disso, há a instrução bilíngue, que favorece a aquisição total na língua inglesa, em 50% do ensino, ensejando preparação para universidades brasileiras e internacionais.

“Incentivamos o respeito ao indivíduo, suas potencialidades e diversidades, valorizando a inclusão social, num ambiente cooperativo, propiciando a vivência de valores cristãos”, continua Frozi.

A adoção de métodos e recursos que estimulem a participação e o foco do estudante; a prática e estímulo à repetição; um comando por vez de forma objetiva e clara, além do reforço positivo na construção do aprendizado, são estratégias valiosas que precisam ser adotadas.

“O sistema não é baseado só em provas. Se um aluno não tira boa nota na avaliação, mas cumpre com as demais obrigações, pode ser aprovado, desde que consiga a média 7”, explica Gabriel sobre o método utilizado na escola, salientado que, os alunos são submetidos a um sistema de avaliação no qual 15% da nota se refere à participação; 25%, ao dever de casa; 30%, a pequenos projetos; e 30%, à prova bimestral.

A proposta impacta diretamente as crianças e os jovens, visando capacitá-los positivamente, diminuindo drasticamente o índice de reprovação escolar.

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