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Trilogia “Benedicite” explora 1º contato extraterrestre

Livros de Rodrigo Erthal combinam ficção científica, geopolítica e dilemas morais ao narrar o impacto humano e político do primeiro contato extraterrestre.

Mockup com capa do livro.

Johnny Deal Halberty é um jornalista investigativo e fotógrafo de natureza reconhecido internacionalmente.

Porém, durante uma expedição ao Parque Nacional Amboseli, no Quênia, ele presencia a queda de um objeto misterioso que desencadeia a descoberta de uma nave de origem extraterrestre.

A partir desse evento, o protagonista da trilogia “Benedicite”, de Rodrigo Erthal, é envolvido em um segredo mantido por governos do mundo inteiro.

No segundo volume, “Benedicite 2 – O novo lar”, Johnny enfrenta as consequências da revelação da missão espacial na Terra, enquanto a tripulação da nave segue sua jornada rumo à civilização de Lirac.

Transformado em porta-voz do primeiro contato, ele se torna uma figura pública global, cercada por interesses políticos, disputas internacionais e pela pressão constante da mídia.

A exposição o coloca em uma posição delicada, na qual cada palavra pode influenciar governos, crenças e a percepção mundial sobre a existência de vida extraterrestre.

Ele percorre diferentes países concedendo entrevistas e sendo celebrado como símbolo de uma nova era, mas o herói também enfrenta conflitos internos, reencontros decisivos, verdades ocultas e o custo humano das decisões tomadas nos bastidores do poder.

Ao lado de seu amigo James Bennet, o protagonista compreende que a busca por um “novo lar” vai além do espaço físico, envolvendo a redefinição do lugar da humanidade no universo e do próprio entendimento sobre si.

“Johnny, nesse momento, entende que ter sido escolhido para falar para todo o planeta não foi uma homenagem ou um prêmio por ter descoberto tudo: ele foi um bode expiatório, caso as coisas não saíssem como todos queriam. Nesse momento, ele abaixa a cabeça, fecha os olhos, respira bem fundo e vê em sua cabeça um filme de sua infância.”

(“Benedicite 2 – O novo lar”, p. 7)

Ao utilizar fatos históricos, a narrativa amplia o alcance da ficção e evidencia que a missão Benedicite não se limita a um avanço tecnológico.

A corrida espacial do século XX aparece como pano de fundo para reforçar a ideia de que a exploração da galáxia sempre foi mais política e ideológica do que científica. 

Também narra o sigilo militar e os projetos ultrassecretos no pós-Segunda Guerra Mundial como catalizadores da quebra de confiança entre os governos e a população mundial.

Com linguagem objetiva e ritmo cinematográfico, Rodrigo Erthal expõe ainda as fragilidades humanas que comprometem não apenas o equilíbrio ambiental, mas também as relações sociais.

Ao evidenciar essas falhas, o autor conduz o leitor a reflexões profundas sobre responsabilidade, escolhas e consequências, ressaltando o papel de cada indivíduo no destino do planeta.

Ao final, a obra lança uma pergunta inevitável: a humanidade está preparada para um encontro capaz de redefinir sua identidade e seu destino?

Sobre o autor

Crédito da foto: Divulgação/Rodrigo Erthal.

Rodrigo Erthal é formado em Biologia e Física e atuou como professor de Ciências.

Seu percurso profissional despertou o interesse pelo universo científico e pela ficção científica, gêneros que influenciam sua produção criativa.

Movido pelo sonho de ver a Terra do espaço, tornou-se piloto de avião e astrônomo, dedicando-se ao estudo dos astros.

Também é plastimodelista, criando modelos inspirados em filmes e séries de ficção científica.

Apaixonado por fantasia e super-heróis, assume-se um entusiasta do gênero, que marca sua escrita.

Continue navegando pelo Jornal Folk e descubra conteúdos que inspiram, informam e conectam diferentes realidades.

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