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Inhotim anuncia seu primeiro festival de música

Paulinho da Viola, Sambas do Absurdo, Joshua Abrams & Natural Information Society e outros se apresentam no maior museu ao ar livre da América Latina.

Imagem-montagem com banner de divulgação do evento.

O Instituto Inhotim anuncia o lançamento do Jardim Sonoro, primeiro festival de música assinado pela instituição, um evento que celebra dimensões essenciais para sua identidade: a fusão entre arte, natureza e música.

O festival apresenta três dias de programação, de 12 a 14 de julho de 2024 (sexta-feira, sábado e domingo), e os ingressos são referentes ao valor da entrada no Inhotim, R$ 50,00 a inteira e R$ 25,00 a meia entrada.

Jardim Sonoro conta com shows de Paulinho da Viola (Brasil), Sambas do Absurdo, com Juçara Marçal, Gui Amabis, Rodrigo Campos e Regis Damasceno (Brasil), Ballaké Sissoko & Vincent Segal (Mali/França), Joshua Abrams & Natural Information Society (Estados Unidos), Kham Meslien (França), Zoh Amba (Estados Unidos), Kalaf Epalanga (Angola) e Aguidavi do Jêje (Brasil).

“Estamos felizes de apresentar a primeira edição do Jardim Sonoro, um festival concebido e curado pelo Inhotim, que brota da relação imersiva e experimental do contato da arte com a natureza, algo que está no DNA da instituição e que agora ganha essa poderosa dimensão da experiência musical. Diferentemente de qualquer outro festival, propomos uma vivência que lança mão dos acervos botânico e artístico e proporciona momentos singulares”, explica Júlia Rebouças, diretora artística do Inhotim.

“A seleção de artistas está alinhada a escolhas que pautam o programa musical da Orquestra Inhotim e de sua Escola de Música, mas que também repercutem as ações de arte contemporânea do museu. Com vários nomes inéditos no Brasil, reunimos no Inhotim sons da diáspora, fundamentos da música popular e contemporânea, sons de uma resistência artística que alarga nosso entendimento sobre o presente”, complementa.

Zoh Amba. Crédito: Scott Rossi

O público também tem a oportunidade de participar de mediações exclusivas envolvendo obras sonoras icônicas do Inhotim, como Forty Part Motet (2001), de Janet Cardiff, e Sonic Pavillion (2009), de Doug Aitken, além de um bate-papo com o músico e escritor angolano Kalaf Epalanga, autor dos livros Também os brancos sabem dançar (Todavia, 2018) e Minha pátria é a língua pretuguesa: Crônicas (Todavia, 2023), entre outras atrações exclusivas.

Os shows serão realizados em palcos criados especialmente para o festival, em alguns dos principais cenários do Inhotim.

A música ocupará os espaços abertos próximos à Galeria True Rouge, de Tunga; da árvore centenária Tamboril, e da obra externa Invenção da Cor, Penetrável Magic Square #5, De Luxe (1977), de Hélio Oititica.

Sambas do Absurdo. Da esquerda para direita, Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis. Crédito: Louie Martins

De acordo com Leandro Oliveira, curador de Música do Inhotim, o Jardim Sonoro é um festival de música que honra a ideia original do termo:

“Um período de festa dos sons, um fim de semana para celebração em um museu que não se cansa de se reinventar. Por três dias, o Inhotim, maior museu ao ar livre da América Latina, será o lugar onde intérpretes e compositores presentearão o público do parque com seus sons formidáveis, uma oportunidade única onde música, arte e natureza se dão as mãos e ouvidos de forma singular”, reflete.

Para garantir o ingresso, é recomendada a compra antecipada pela plataforma Sympla.

Moradores e moradoras de Brumadinho cadastrados no programa Nosso Inhotim; Amigos do Inhotim e crianças de até cinco anos não pagam entrada.

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