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Entrevista: Jérôme Poignard apresenta luzes da arte ao RJ

O artista plástico conta tudo sobre a mostra Luzes que confirma seu estilo de traços espontâneos e convida para uma viagem entre a realidade e a inspiração.

Foto do artista plástico e entrevistado Jérôme Poignard.

Com uma técnica refinada, o artista plástico francês Jérôme Poignard captura paisagens urbanas de cidades emblemáticas como Paris, Rio de Janeiro, São Paulo, Londres e pontos nos Estados Unidos, imortalizando-os na delicadeza da aquarela na exposição Luzes.

Suas exposições na França, Itália (incluindo Roma, na prestigiada galeria Mosarte Stage, localizada na Piazza Navona), e no Espaço BB Artes, no Cassino Atlântico, refletem sua habilidade singular em transmitir a essência dos espaços urbanos mais emblemáticos por onde passou.

Agora a exposição Luzes poderá ser visitada a partir de 28 de março, no Centro Cultural Correios RJ.

E o artista plástico nos revela as luzes de suas inspirações, suas obras, a exposição e muito mais.

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro, é um prazer poder recebê-lo no Folk, e gostaria de começar perguntando: Como a sua experiência vivendo em diferentes cidades ao redor do mundo influenciou o seu estilo artístico e a escolha dos cenários retratados em suas obras?

Jérôme Poignard: Minha experiência vivendo em diferentes cidades ao redor do mundo teve um impacto significativo no meu estilo artístico e na escolha dos cenários retratados em minhas obras.

Cada cidade tem sua própria atmosfera, arquitetura, paisagens e cultura única, e tudo isso se reflete em minha arte.

Por exemplo, a vibrante vida urbana do Rio de Janeiro inspirou minhas cores vivas e composições dinâmicas, enquanto as paisagens serenas e montanhosas de uma cidade alpina me levaram a explorar tons mais suaves e formas orgânicas.

Viver em diferentes lugares me permitiu absorver uma variedade de influências visuais e culturais, enriquecendo assim minha expressão artística.

Victor Hugo Cavalcante: Você mencionou que durante a pandemia começou a pintar as aquarelas que compõem a exposição Luzes. Como esse período desafiador influenciou o seu processo criativo e a temática das suas obras?

Durante a pandemia, enfrentamos desafios significativos, mas também oportunidades de reflexão e introspecção.

Para mim, esse período desafiador influenciou profundamente meu processo criativo e a temática das minhas obras.

Escolhi LUZES como título da exposição para transmitir minha visão do mundo e ajudar as pessoas que estavam confinadas a sonhar e a ter um olhar positivo sobre a beleza do nosso mundo, repleto de luzes que captam emoções.

Além disso, a pandemia me levou a apreciar ainda mais a beleza e a serenidade da natureza e das cidades, inspirando muitas das paisagens que escolhi retratar em minhas obras.

Em última análise, a arte tornou-se não apenas uma forma de expressão, mas também uma fonte de conforto e esperança em tempos difíceis.

Victor Hugo Cavalcante: Além da pintura, você também é ativo no campo do design e da ilustração. Como essas diferentes formas de expressão artística se complementam em seu trabalho?

Minha atuação no design e na ilustração complementa minha pintura de várias maneiras.

O design me oferece uma compreensão profunda de composição e uso de cores, enquanto a ilustração me ensina a transmitir mensagens de forma cativante.

Essas habilidades se unem para enriquecer minhas obras, tornando minha expressão artística mais rica e multidimensional.

Em última análise, essa interseção entre pintura, design e ilustração me permite abordar meus projetos de maneira holística, resultando em uma expressão artística mais completa e envolvente

Victor Hugo Cavalcante: A espontaneidade e a rapidez na execução são características importantes de suas obras em aquarela. Você poderia compartilhar um pouco sobre o seu processo criativo ao trabalhar com essa técnica?

Para mim, a espontaneidade e a rapidez são fundamentais na execução das minhas obras em aquarela.

Começo com um esboço básico e, em seguida, permito que as cores se misturem livremente, guiando-me pela intuição e pelo momento presente.

A água desempenha um papel crucial, permitindo criar gradientes suaves e transições delicadas entre as cores.

Muitas vezes, as imperfeições e os acidentes que surgem durante o processo tornam-se parte integrante da obra, adicionando autenticidade e vitalidade.

Resumindo, meu processo criativo com aquarela é uma dança entre controle e liberdade, resultando em obras que capturam a energia e a beleza do momento.

Victor Hugo Cavalcante: A exposição Luzes apresenta uma variedade de paisagens urbanas de cidades como Londres, Paris, São Paulo e Rio de Janeiro. Existe alguma cidade em particular que você considera especialmente inspiradora para a sua arte?

Certamente! Cada cidade tem sua própria atmosfera única, que serve de inspiração para minha arte.

Paris, onde morei antes de chegar ao Rio, evoca memórias do meu passado, enquanto o Rio de Janeiro, cidade que amo de paixão, me inspira com suas paisagens deslumbrantes e energia vibrante.

Essas duas cidades estão profundamente interligadas e são fontes constantes de inspiração para minha arte, refletidas em muitas das obras apresentadas na exposição Luzes.

Victor Hugo Cavalcante: Qual mensagem ou emoção você espera transmitir aos espectadores que visitarão a exposição Luzes no Centro Cultural Correios RJ? Há algo específico que gostaria que eles experimentassem ao contemplar suas obras?

Ao criar as obras para a exposição Luzes, meu objetivo é transmitir a energia e a beleza das cidades que retrato.

Espero que os espectadores se sintam conectados emocionalmente com as paisagens urbanas e naturais, refletindo sobre suas próprias experiências e memórias associadas a esses cenários.

Em última análise, desejo que minha arte desperte uma sensação de alegria e inspiração nos visitantes da exposição.

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