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Back2Black leva Baile Bom a Paris

Com ingressos esgotados, o festival ocupará o Théâtre du Châtelet em abril com samba, DJ e lírica, destacando a força da cultura afro-brasileira.

Mockup com banner do evento.

O Back2Black convidou o Baile Bom para integrar a programação da edição em Paris.

O Baile Bom é uma festa temática afro-brasileira criada por Rosane Mazzer, uma das fundadoras do Favela Chic.

A produção do festival realizou a curadoria para a edição do Baile Bom em Paris, no Grand Foyer do Théâtre du Châtelet, com a DJ UMAFRICANA, o grupo feminino SAMBAIANA e a soprano lírica Lorena Pires, em uma apresentação especial acompanhada pelo pianista Ramon Thebald.

O Sambaiana, liderado pela cantora Ju Moraes, é um grupo feminino de Salvador formado por mulheres musicistas que compartilham a paixão pelo samba.

Já a Umafricana é DJ de nacionalidade luso-guineense conhecida pelos sets vibrantes e intencionais, proporcionando uma verdadeira viagem pelos ritmos do continente africano.

E Lorena Pires é a primeira mulher afro-brasileira a ingressar na prestigiada Academia da Ópera Nacional de Paris.

A soprano nascida no Espírito Santo e radicada em Paris foi considerada “o novo destaque da cena lírica brasileira” (Rádio MEC) e elogiada pela imprensa francesa pela “voz redonda e homogênea” e “fervorosa entrega e vocalidade flexível” (Olyrix).

Connie Lopes, diretor geral do Festival, conta como surgiu a ideia de levar o Baile Bom para o Back2Black Paris.

“Pensei que ter outro palco, um outro cenário além da grande sala, seria muito interessante para o evento. Então trouxemos a festa Baile Bom, o qual é um conceito que já existia em Paris, principalmente na temática afro-brasileira, culinária e drinks. Também quis apresentar outros artistas que não foram possíveis no palco principal. Lorena Pires é uma soprano com um timbre muito diferente, e tê-la com um pianista apresentando alguns clássicos brasileiros ficará muito bonito. Além de ela ser a primeira mulher negra brasileira a integrar o quadro da Ópera de Paris. Já o grupo Sambaiana tem uma musicalidade muito interessante e muito animada, o samba de roda da Bahia, que, com sua força e ancestralidade, também dará um colorido muito importante à festa. E para concluir, a DJ luso-guineense Umafricana. Os DJs portugueses são considerados os melhores da Europa na questão da música negra, misturando todos os ritmos da África e do Brasil, como o funk, o afrobeat, o amapiano. Esses estilos são muito pulsantes nas pistas hoje. Vai ser uma grande festa!”

Além do Baile Bom, a programação do Back2Black Paris evidencia o coração pulsante e a energia criativa da herança africana brasileira na música, dança, cinema, artes visuais e gastronomia.

A lendária Grande Salle do teatro receberá o encontro inédito da brasileira Agnes Nunes com o camaronês Blick Bassy, dois expoentes do afro-soul contemporâneo em um diálogo de ancestralidade e musicalidade, às 20h.

Um dos principais nomes da história da música afro-brasileira, o cantor e compositor Gilberto Gil fará uma apresentação especial no Back2Black Paris, acompanhado por uma banda formada por seus filhos e netos, às 21h20.

Será o primeiro show do artista após o encerramento no Brasil da turnê “Tempo Rei”, que marca a despedida do músico dos grandes palcos.

Gil tocará grandes clássicos de sua carreira de mais de 60 anos, como “Toda Menina Baiana”, “Drão” e “Estrela”.

“Estou feliz em saber que o festival Back2Black segue sua trajetória. Já participei de diversas edições e fico honrado de ser convidado para esta edição em Paris”, afirmou Gilberto Gil.

O festival também contará com a estreia na França do premiado documentário “3 Obás de Xangô”, sobre a amizade e o legado de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Carybé.

As sessões acontecerão às 16h30 e às 18h no Salon Diaghilev.

E o imaginário, a espiritualidade e a cultura baiana retratados pelo artista visual Carybé também estarão presentes no festival através da exposição de suas obras e cenografia do evento.

Connie Lopes celebra a realização do Back2Black na França, especialmente agora:

“Chegamos a Paris como um sopro novo, ocupando um espaço emblemático. Somos mais do que um evento pontual; realizar o Back2Black em Paris é um ato de diplomacia cultural, afirmando a continuidade e a vitalidade do diálogo França-Brasil e criando novas pontes entre os continentes através da arte, cultura e do pensamento afro-diaspóricos.”

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