O baterista, percussionista e produtor Pupillo, uma das figuras mais influentes da música brasileira, lança seu primeiro disco autoral, que leva seu próprio nome.
O álbum chega pela gravadora norte-americana Amor in Sound, criada por Samantha Caldato, responsável pela produção executiva e direção criativa, e Mario Caldato Jr, que assina a produção musical ao lado do artista.
Diferente dos discos anteriores do pernambucano, que navegavam por obras de outros artistas, no trabalho que lança agora, Pupillo se mostra um autor inventivo que visita ritmos fundamentadores de sua trajetória.
Do forró ao jazz, do hip-hop ao som do pífano, ele cria canções instrumentais que refletem seus 30 anos de carreira.
Ao lado de Pupillo, o álbum reúne um elenco verdadeiramente estrelado.
Entre os artistas brasileiros que compõem as participações especiais estão Céu, Rodrigo Amarante, Agnes Nunes, Amaro Freitas, Davi Moraes, Alberto Continentino e Pedro Martins.
O projeto conta ainda com participações internacionais de Carminho, Gaslamp Killer, Loren Oden, Adrian Younge, Cut Chemist e Hervé Salters, conhecido pelo trabalho à frente do projeto General Elektriks.
A construção das 12 faixas foi enriquecida ainda por Jeremy Gustin, Roberto Schilling e outros músicos que fazem dos estúdios da Amor in Sound em Los Angeles um lugar de encontro e colaborações.
Além de sua atuação como baterista da Nação Zumbi, Pupillo produziu e colaborou com nomes fundamentais da música brasileira, como Gal Costa, Nando Reis, Erasmo Carlos, Céu, Otto, entre outros, ajudando a definir o som de gerações.
Esse percurso rendeu a Pupillo quatro Latin Grammys.
Como compositor para cinema, assina as trilhas sonoras de filmes como “Árido Movie” e “Sangue Azul” de Lirio Ferreira, e “Besouro” de João Daniel Tikhomiroff.
Essa faceta cinematográfica é refletida no disco, que soa como um filme a se desenrolar por paisagens sonoras diversas.
Essas paisagens, inclusive, cruzam continentes.
A bagagem da música nordestina de Pupillo, com sua magnitude de diversidades sonoras e células rítmicas, foi levada até Los Angeles, ao estúdio da Amor in Sound, onde o álbum foi gravado em clima de experimentação, de maneira totalmente livre, como é o ethos dos projetos do selo.
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