*O título deste artigo foi adaptado para fins de SEO.
Inteligência artificial na programação é ameaça ou aliada?
Escrito por Carlos Lopes, sócio e gerente de desenvolvimento de negócios da Codeminer42 (Crédito da foto principal: Divulgação).
Confesso que, quando comecei minha carreira em tecnologia, ouvir alguém falar sobre “robôs que escrevem código” soava como ficção científica.
Hoje, esse futuro não só bate à porta como já está entrando pela janela, com ferramentas de inteligência artificial capazes de gerar código, sugerir soluções e até testar sistemas, que começaram a transformar nossa rotina.
E, com isso, surge a pergunta inevitável: será que a IA vai substituir desenvolvedores?
A primeira coisa que aprendi é que a tecnologia nunca substitui o humano, mas redefine a forma como trabalhamos.
A IA não chega para tomar o lugar do desenvolvedor, mas para expandir sua capacidade.
Tarefas repetitivas, debugging básico, boilerplate… tudo isso pode ser automatizado, liberando tempo para podermos criar soluções mais complexas, inovadoras e estratégicas.
No dia a dia da Codeminer42, vejo isso de perto.
Nossos times utilizam IA para acelerar protótipos, revisar códigos e até prever falhas antes que elas aconteçam.
Mas a mágica real continua vindo da criatividade humana; a IA sugere, mas somos nós que decidimos o que faz sentido, o que é seguro e o que atende às necessidades do cliente.
É claro que a adaptação é um desafio.
Quem não se atualiza corre o risco de ver seu papel mudar.
Mas substituir programadores? Duvido.
O desenvolvimento de software é muito mais do que linhas de código.
É lógica, empatia pelo usuário, entendimento do negócio e capacidade de transformar ideias em produtos reais.
E isso, pelo menos por enquanto, continua sendo terreno exclusivamente humano.
Os impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho são amplamente debatidos.
Estimativas da OCDE apontam uma perda de 92 milhões de empregos, enquanto o Fórum Econômico Mundial avalia que o dobro dos postos extintos será criado.
A tecnologia avança cercada por medo e expectativa, sobretudo no setor de TI, onde a possibilidade de substituição de programadores se tornou uma questão recorrente.
Na Codeminer42, que atende clientes no Brasil e no exterior e planeja expandir ainda mais sua atuação nos Estados Unidos em 2026, nossa avaliação não é fatalista.
Costumo dizer: “O programador que apenas escreve código está, sim, sujeito às mudanças provocadas pela IA, talvez, até mesmo, arriscando perder oportunidades e colocações. Mas engenheiros de software, aqueles que pensam além das linhas de código, que entendem produto, negócio e arquitetura de sistemas, não só não serão substituídos, como terão relevância ainda maior neste novo cenário.”
A engenharia de software exige justamente aquilo que a IA não consegue replicar, como a visão estratégica, a capacidade de análise de contexto, a avaliação de impactos e trade-offs para os negócios, e a compreensão dos débitos técnicos gerados em cada decisão.
Na prática, significa projetar, desenvolver, testar e manter softwares, mas também compreender problemas complexos, priorizar soluções e traduzir demandas de negócio em tecnologia.
Essas são as competências que nos permitem criar valor real para os clientes e que tornam o trabalho humano insubstituível.
Um dos nossos focos na Codeminer42 tem sido justamente investir em talentos brasileiros de programação e prepará-los para assumir atribuições estratégicas.
Hoje, contamos com 80 desenvolvedores, a maior parte alocada em projetos internacionais, com meta de ultrapassar os 100 sem perder a excelência técnica.
A ideia é clara: potencializar habilidades que a IA ainda não consegue entregar e, ao mesmo tempo, integrar a inteligência artificial como aliada no dia a dia.
Além da técnica, competências como comunicação, organização e capacidade de lidar com mudanças são cada vez mais essenciais.
Um bom engenheiro de software precisa interagir com colegas, traduzir termos técnicos para não técnicos, entender prioridades e administrar imprevistos.
Participar ativamente do desenvolvimento do produto, trabalhando lado a lado com product owners e gerentes de produto, tornou-se obrigatório.
Para nós, avaliações periódicas, mentorias, treinamentos internos e grupos de estudo são fundamentais para manter a equipe atualizada.
O ritmo da inovação não espera, e profissionais que investem em capacitação contínua não só acompanham o mercado, mas se tornam protagonistas dele.
No fim das contas, a pergunta certa não é “a IA vai nos substituir?”, e sim “como podemos trabalhar com a IA para sermos melhores, mais rápidos e mais estratégicos?”.
Na Codeminer42, nossa aposta é tratar a inteligência artificial como uma aliada poderosa, mas o toque humano, a visão, o raciocínio e a criatividade do engenheiro de software continuam sendo o diferencial que transforma tecnologia em resultado real. E isso, para mim, é o futuro mais empolgante que podemos imaginar.
Continue navegando pelo Jornal Folk e descubra conteúdos que inspiram, informam e conectam diferentes realidades.






