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Salatiel Pedrosa Soares Correia publica seleção de escritos que já foram mídia

Motivado pela necessidade de se tornar um sujeito da história, como ensinou o sociólogo francês Alain Touraine, Salatiel Correia apresenta em Crônicas de um rebelde uma visão lúcida e fundamentada de temas e personalidades que foram e continuam relevantes.

O soco dado por Mário Vargas Llosa a Gabriel García Márquez, dois dos mais importantes escritores da América Latina, a corrupção de empreiteiros nos investimentos hidroelétricos, o corporativismo da classe médica.

Estes fatos ligados à história, política, economia e à própria literatura compõem Crônicas de um rebelde, lançamento do autor Salatiel Pedrosa Soares Correia.

Créditos: Divulgação/Salatiel Correia

Crítico e experiente, o engenheiro elétrico que atuou por três décadas na ex-estatal de energia de Goiás apresenta, na obra, uma seleção de 60 crônicas publicadas na imprensa nos últimos 30 anos.

Diferente dos outros sete livros lançados, de conteúdo técnico, neste o autor visa impactar “pessoas que enxergam na luz da crítica uma arma do verdadeiro cidadão”.

Com caricaturas de José Carlos Guimarães, a obra anuncia a visão do autor em títulos provocativos como Compram-se teses de mestrado e doutoradoEnel e o “Capitalismo de motel” e Um mar de lama.

Este apresenta uma análise da vida e governo de Getúlio Vargas, enquanto o segundo denuncia as consequências da privatização da empresa pública de energia, em prejuízo à população. 

O tema da corrupção no setor elétrico volta às páginas da obra, em uma análise do engenheiro civil e professor da Universidade Federal de Goiás, Irapuan Costa Júnior, sobre os ensaios publicados por Salatiel.

Irapuan também acumula larga experiência na área pública, como prefeito, governador do Estado e senador da República.

Já a literatura ganha importantes referências nas obras de Eric Hobsbawm e seu retrato do século XX em A Era dos Extremos; e Juan Rulfo e a relação com seu discípulo mais genial, Gabriel García Márquez.

“Assim como o tcheco Franz Kafka ou o brasileiro Graciliano Ramos, Juan Rulfo foi capaz de construir uma obra de elevada concisão narrativa. Pedro Páramo é um romance de apenas 128 páginas de pura literatura.”.

Crônicas de um rebelde, p. 24

Ao se distanciar da racionalidade técnica, na busca de uma formação mais humanística, o autor deixa, essencialmente, percepções que fazem o leitor aprender, e questionar.

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