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Livro narra multiplicidade de vidas em uma utopia possível

Livro de Margareth Tassinari atravessa complexidades existentes no mundo real e mostra que, mesmo em uma utopia, ainda existem pessoas capazes de serem cruéis.

Capa do livro Por um vaso de hortênsias escrito por Margareth Tassinari.

Imagine uma cidade onde os preconceitos são inexistentes, o sistema patriarcal não é definidor das relações sociais, as desigualdades socioeconômicas não são um problema e todas as pessoas têm os direitos fundamentais assegurados.

Nesta utopia imaginada por Margareth Tassinari vivem as personagens de Por um vaso de hortênsias, que protagonizam um enredo sobre as conexões humanas e trazem o amor como principal fio condutor dos arcos narrativos.

Os protagonistas são moradores de uma mesma rua sem saída e formam um panorama das complexidades sociais existentes no mundo real, ainda que eles vivam em um lugar idealizado.

Há histórias sobre crianças criadas por avós; famílias amorosas que lutam para cuidar dos filhos no meio da rotina de trabalho; uma viúva que precisa conviver com a dor de nunca mais ter o marido por perto; uma jovem bailarina que se dedica integralmente para realizar o sonho de se profissionalizar, entre outras.

Apesar de demonstrar uma sociedade utópica, a história conta também com personagens cruéis e egoístas, responsáveis por evidenciar as contradições da humanidade.

É o caso da família de Irina e Plínio: enquanto a matriarca exige dos filhos uma perfeição inalcançável, obriga as crianças a amadurecerem antes do tempo e inferniza a vida de inquilinos para obter regalias, o patriarca se esconde por trás da imagem negativa da esposa para cometer os próprios erros sem ser percebido.

A partir dos relacionamentos que os vizinhos mantêm entre si e ainda que haja conflitos entre alguns vínculos, o enredo destaca como a fraternidade, a solidariedade e o amor podem coexistir em meio aos paradoxos das vivências interpessoais.

Por um vaso de hortênsias é uma obra que relaciona o inerente desejo humano de encontrar momentos de felicidade à necessidade de formar laços de afeto e amor com aqueles que estão próximos.

“A cidade, os bairros, a rua e a escola falam de uma realidade almejada, mas nunca vivida, infelizmente. Eles trazem a esperança de que, um dia, essa vida pode ser possível. Sonhar não é proibido”, afirma a autora.

Como parte deste trabalho de imaginar um mundo melhor, Margareth Tassinari reflete, por meio da ficção, sobre os caminhos para a construção de uma sociedade mais respeitosa e feliz.

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