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Estágio em hospitais-escola transforma olhar de estudantes

Programa de estágio do Grupo Marista que contempla diversas áreas, aproxima academia e assistência, unindo formação, atendimento à população e pesquisa.

Foto de uma profissional da área da saúde mexendo em prontuários médicos.

Com a abertura de 70,5 mil vagas nacionais de estágio entre outubro de 2023 e janeiro de 2024, período em que muitos contratos se encerram, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) estima um aumento de 25% neste número nos próximos meses em todo o Brasil.

Como porta de entrada para o mercado de trabalho, o estágio é indispensável para muitos estudantes universitários.

Um fator que se torna ainda mais relevante para áreas da saúde, em que a prática transforma o aprendizado em experiência.

Em hospitais de Curitiba–PR, por exemplo, a união de formação, atendimento à população e pesquisa tem proporcionado aos estagiários e residentes um comprometimento maior com cada paciente.

Foi a vontade de adquirir conhecimentos práticos da profissão que impulsionou o estudante de medicina Pedro Henrique Passos, de 22 anos, a começar como estagiário no Hospital Universitário Cajuru, com atendimento exclusivo pelo SUS.

Atualmente, sua rotina é marcada pela celeridade exigida pelo Pronto Socorro, onde aprende junto da equipe de cardiologia.

“A prática tem sido de suma importância, principalmente por ser acompanhada de preceptores que sanam dúvidas e estimulam nosso conhecimento. Conseguimos memorizar o que aprendemos nas aulas e entender os pontos onde precisamos estudar mais”, conta o estudante.

Apontar o caminho, servir como guia e estimular o raciocínio são algumas das responsabilidades de preceptores como a cardiologista Camila Hartmann.

Todos os dias ela se dedica ao acompanhamento e desenvolvimento de estudantes universitários e residentes médicos que estão tendo o primeiro contato com a rotina profissional.

“O papel de um hospital-escola está na formação. E para que isso aconteça com qualidade é preciso a aproximação entre academia e assistência. Esse envolvimento com o meio acadêmico permite que todos saiam ganhando, tanto pacientes quanto estudantes e profissionais da saúde”, avalia a coordenadora de Excelência Acadêmica dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru.

Oportunidade para estágio

Conquistar o primeiro emprego é o sonho de todos os jovens que estão nos últimos semestres da faculdade, mas não é tarefa fácil.

Diante disso, o estágio surge como ponto de partida para quem busca experiências profissionais que enriqueçam o currículo.

Só no Paraná, onde os dois hospitais estão localizados, são mais de 2,5 mil vagas de estágio abertas nas mais variadas áreas e empresas, segundo o CIEE/PR.

E visando criar uma trilha de aprendizado dentro do mercado de trabalho, os hospitais que fazem parte da frente de saúde do Grupo Marista estão com inscrições abertas até o dia 8 de março para vagas de estágio que vão além da medicina, enfermagem e farmácia, contemplando também setores como captação de recursos, administração, gestão de pessoas, qualidade, comercial e marketing.

Com início previsto para abril, os interessados precisam estar cursando a partir do 4º semestre da graduação ou 2º semestre do tecnólogo.

“O objetivo principal é desenvolver e capacitar esse público, oportunizando um planejamento e projeção de carreira dentro da organização. Nós queremos dar a oportunidade de aprendizado, mas também desenvolver profissionais que possam construir uma jornada de trabalho conosco”, detalha Jaqueline Alves Pereira, gerente de Recursos Humanos dos hospitais.

“Manter as portas abertas para residentes e estudantes é a receita para criar um ambiente onde todos se desenvolvam, permitindo a prática associada com a ciência e a excelência”, analisa Camila Hartmann.

“Como hospitais de referência nas áreas em que atuam, sabemos da importância de mantermos a nossa essência na qualidade do ensino e da prática profissional. Isso traz vantagens para os residentes, colaboradores e, principalmente, para o paciente que será melhor assistido”, conclui.

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