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Entrevista: A história do Duo SomoS2

Hugo Casaverde e Conrado Muylaert iniciaram juntos na música, ainda na escola, e desde 2023 retomaram contatos para criar um super duo musical.

Foto dos músicos do Duo SomoS2

Hugo Casaverde e Conrado Muylaert são amigos de infância e iniciaram juntos na música, ainda na escola.

Embora o tempo tenha distanciado eles, a paixão pela música nunca acabou, e marcou o reencontro da dupla.

Antes disso, Hugo seguiu carreira no reggae, liderando a banda Tribalion, que teve uma marcante carreira no início dos anos 2000, enquanto Conrado fundou e lidera a banda de indie rock carioca Playmoboys, que mantém sua relevância até hoje no mercado brasileiro.

Em 2023, os dois decidiram formar um duo de reggae após Hugo ouvir as composições de Conrado.

Daí em diante, com produção e gravação de Hugo Casaverde, as canções de Conrado ganharam forma.

E, hoje, eles nos contam como o duo surgiu, suas influências e muito mais.

Victor Hugo Cavalcante: Primeiro, é um prazer recebê-los no Jornal Folk, e gostaria de começar com a seguinte pergunta: Como foi a transição de suas carreiras individuais em bandas de estilos musicais diferentes para formar o duo SomoS2 e focar no reggae?

SomoS2: Olá Victor Hugo Cavalcante, o prazer é todo nosso! Desde já agradecemos a oportunidade! Bem, acreditamos que essa transição não existiu, pois ainda continuamos tocando os mesmos sons de antes, mas podemos afirmar que deixamos muito para trás o individualismo e começamos a distribuir melhor as funções.

Victor Hugo Cavalcante: Quais são as principais influências musicais que vocês trouxeram para o álbum homônimo do SomoS2 e como essas influências se manifestam nas músicas?

Olha Victor, as influências são diversas, vai doDub de Lee “Scratch” Perry e Mad Professor ao Roots de Bob Marley, The Congos, Alpha Blondy, passando pelo Reggae Nacional do Natiruts, Maneva, dentre outros.

A manifestação dessas influências surge como uma tempestade de verão, devido ao calor feito durante o dia, no final da tarde ela vem (risos), acumulamos todas essas influências no subconsciente e que se apresenta na hora certa de forma natural, nunca falha!

Victor Hugo Cavalcante: Como foi o processo de composição e gravação do álbum? Vocês enfrentaram algum desafio particular durante esse processo?

Todas as composições são do Conrado Muylaert e a produção do álbum (gravação, mixagem e masterização) foi feita por Hugo Casaverde.

Funciona da seguinte forma: O Conrado escreve a letra tocando o seu violão, envia as cifras, a letra e um vídeo cantando a futura música pelo WhatsApp para o Hugo, que faz todo o processo até chegar ao produto final.

Depois que a música está pronta, volta para o Conrado que a distribui para as plataformas.

Em relação a desafios, acreditamos que esse processo para a gente foi muito sutil, até porque foi um projeto que começou para relaxarmos e crescermos em coletividade através da música, mas se fossemos puxar lá do fundo, o maior desafio, digamos, seria o prazo.

Hoje em dia, se subirmos um single para a distribuidora, ele só será lançado quase um mês depois, então sempre temos que antecipar todo o processo e às vezes conciliar outros trabalhos com os prazos deste, podem causar um certo desespero, digamos que saudável, em se tratando de música é um estresse gostoso.

Victor Hugo Cavalcante: O single A vida é um sopro teve uma excelente recepção, com mais de 50 mil plays. Como foi a experiência de ver essa música ser tão bem recebida pelo público regueiro?

Para nós é uma felicidade enorme!

É muito gratificante ver que um filho cresceu e está caminhando bem na vida, prosperando.

Muito lindo tudo isso!!

Só temos que agradecer a todas as pessoas que nos apoiaram e continuam nos apoiando nesse projeto feito com tanto amor e dedicação.

Victor Hugo Cavalcante: O álbum apresenta uma variedade de estilos dentro do reggae, desde faixas mais tradicionais até baladas regueiras. Como vocês decidiram a abordagem sonora para cada música?

Por incrível que pareça, não há abordagem sonora para cada música, ela simplesmente flui, dois dias são o suficiente para uma composição chegar ao seu produto final, pode parecer brincadeira, mas não é.

Nem somos robôs, somos dois ansiosos e talvez esse possa ter sido o motivo por dar tão certo!

Esse projeto está sendo um grande aprendizado para nós e com ele nos superamos a cada dia!

Victor Hugo Cavalcante: Quais são os planos para o SomoS2 após o lançamento do álbum? Vocês têm alguma turnê planejada ou novos projetos em mente?

No futuro iremos fazer uma Tour na Ásia e na Europa, onde ficaremos hospedados em Berlim na casa do nosso guitar player Alê Furunco, através da Lei Rouanet.

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