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CROSP destaca benefícios da amamentação para a saúde bucal e geral

Visando fornecer orientações sobre importantes e diferentes situações que envolvem, inclusive a amamentação, o conselho regional de SP lançou um folder orientado pela Câmara Técnica de Odontopediatria.

Crédito: Manojiit Tamen por Pixabay

O Agosto Dourado foi instituído visando incentivar a amamentação, ato este de extrema importância para a saúde e bem-estar, uma vez que fortalece o vínculo, contribui para a prevenção e a redução da ocorrência de doenças crônicas, alergias ou alterações orgânicas.

O dourado da campanha é uma referência ao leite humano, considerado padrão-ouro da alimentação infantil e muito importante para o desenvolvimento das crianças.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês sejam amamentados exclusivamente e sob livre demanda com leite materno nos primeiros seis meses de vida, e até dois ou mais anos em conjunto com outros alimentos.

O leite materno é o melhor, mais perfeito e completo alimento.

É específico para cada lactente desde o primeiro momento da vida, ao alimentar, proteger e equilibrar a flora da mucosa do trato gastrointestinal, bem como pelos perfeitos movimentos da retirada do leite materno, que atuam como forças equilibradas sobre o sistema estomatognático e todo o corpo, favorecendo o desenvolvimento das funções.

Os membros da Câmara Técnica de Odontopediatria do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) explicam que o sistema estomatognático é o primeiro a se formar durante a vida intrauterina.

“Isso ocorre de início, com a mandíbula e língua presentes ainda na sua forma primitiva, e enquanto a massa encefálica cresce, as lâminas palatinas se horizontalizam e a língua auxilia na formação do palato. A língua é um órgão forte e composto por vários músculos que trabalham em equilíbrio”, explica a presidente da Câmara Técnica, Dra. Patrícia Valéria Cunha Georgevich.

Durante o período de vida intrauterina há o desenvolvimento do reflexo, favorecendo todo o sistema estomatognático, que abrange a sucção, deglutição, fala e respiração de maneira correta, o que vai garantir a sobrevivência do bebê durante o período gestacional até o nascimento.

“Ao nascer e conseguir extrair o leite materno com a pega correta, o bebê aprende a respirar pelo nariz e mantém uma coordenação motora complexa e ritmada de sugar e deglutir, promovendo o crescimento harmonioso da face e o fortalecimento da musculatura cervical”.

A amamentação prepara o sistema estomatognático do bebê para a mastigação e depois para a fala, além de auxiliar no desenvolvimento do tronco encefálico, promovendo a instalação de funções necessárias como a coordenação motora bilateral e marcha da caminhada.

Dra. Patrícia explica que a amamentação não influencia diretamente sobre a vinda dos dentes, mas prepara bem o sistema estomatognático, que consequentemente garante uma boa mastigação, além de conceder um equilíbrio da região, o que conduzirá à vinda dos dentes com mais facilidade e de forma harmoniosa.

Vale lembrar que:

  • O leite materno transforma-se aos poucos e acompanha o desenvolvimento da criança. No período de introdução alimentar, por exemplo, a sua composição se altera e conta com cloretos de sais, o que o deixa mais salgado, facilitando que o bebê aceite os alimentos.
  • Durante o aleitamento materno o bebê aprende o ato de retirada do leite com movimentos totalmente diferentes do que realizaria na sucção de outros objetos, o que pode causar confusão em relação a estes movimentos e levar a criança ao desmame precoce e, consequentemente, à instalação de maloclusões e disfunções orofaciais.
  • No aleitamento materno, se a mamada for efetiva, o bebê se sentirá satisfeito em relação às suas necessidades básicas de nutrição, e neurológica em relação à sucção. Por esta razão é importante que a nutrição seja bem orientada neste momento para conseguir oferecer o melhor ao seu bebê, com uma vida saudável.

Consultas odontológicas na primeira infância

O Cirurgião-Dentista, juntamente com o médico pediatra, é quem vai orientar a família sobre a primeira visita ao Odontopediatra.

Esta, por sua vez, pode ser durante a gestação ou logo após o nascimento do bebê.

“Atualmente, têm surgido condutas que podem ser tomadas ainda nos primeiros dias de vida que facilitam a instalação de bons hábitos, assim como prevenção de problemas. Alguns bebês, por exemplo, apresentam alterações na cavidade oral e possuem dificuldades para mamar ou têm algum desvio na oclusão. Portanto, quanto antes a visita ao Odontopediatra, melhor”.

Para fornecer orientações sobre importantes e diferentes situações que envolvem, inclusive a amamentação, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo acaba de lançar um novo folder orientado pela Câmara Técnica de Odontopediatria: A dentição e os primeiros 1000 dias de vida do bebê.

No informativo, tópicos como: Da gestação ao nascimento; Do nascimento ao primeiro anoesegundo ano de vida são abordados de forma prática.

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