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Pesquisa revela que dependência provoca mais medo que morte

Constatação é resultado de uma enquete lançada nas redes sociais e criada pelo profissional de educação física e influenciador Aurélio Alfieri.

Idsa numa cadeira de rodas sendo guiada por uma mulher enfermeira.

Tornar-se incapacitado física ou mentalmente e ter que depender da ajuda de terceiros é um dos maiores medos do ser humano à medida que vai envelhecendo.

A constatação é resultado de uma enquete lançada nas redes sociais pelo profissional de educação física e influenciador Aurélio Alfieri, autor do livro Manual Prático para Ser Jovem por Mais Tempo: A Roda da Juventude e responsável pelo aplicativo Saúde Diária, que disponibiliza sequências de exercícios rápidos, fáceis e seguros voltados principalmente para mulheres com mais de 50 anos. 

Em seu canal, Aurélio lançou a pergunta Qual o seu maior medo?.

As opções de resposta eram: “depender dos outros”, “morrer cedo” e “ficar acima do peso”.

Como resultado, 83% das cerca de 28 mil pessoas respondentes marcaram a primeira opção, contra 9% dos que disseram temer a morte precoce e 8% dos que se preocupam em desenvolver sobrepeso.

Segundo a psicóloga Maria Rafart, é normal que, com o avançar da idade, as pessoas passem a refletir mais sobre a própria finitude.

Embora negar o envelhecimento também seja uma prática comum, dores e limitações impostas ao organismo pela passagem do tempo obrigam homens e mulheres a se depararem com a realidade.

“Todos nós tivemos um familiar que ficou dependente de cuidados. Começamos a temer que o mesmo possa acontecer conosco quando passamos a enfrentar limitações. Na minha prática com pacientes, vejo que a tomada de consciência sobre a própria saúde vem muitas vezes depois de um grande susto, como o aparecimento de uma doença cardíaca ou de uma complicação crônica”.

Para combater o medo e principalmente evitar que ele se torne realidade, a melhor solução é o autocuidado.

Este começa de dentro para fora, por meio da conscientização sobre a importância de manter a saúde em dia, principalmente através da alimentação equilibrada e prática rotineira de exercícios físicos.

“São inúmeros os casos que testemunho de pessoas que não conseguem se manter suficientemente engajadas em uma rotina saudável. Isso acontece quando os bons hábitos são encarados como sugestões externas, não tendo sido internalizados. O mundo do exercício, por exemplo, parece muito distante para quem não se sente à vontade numa academia. Porém, passada a barreira inicial, a pessoa começa a valorizar pequenos ganhos e se torna persistente”, afirma a psicóloga.

Embora a prática de exercícios seja essencial para manter a disposição e a força independentemente da idade, muitas pesquisas indicam que, a partir dos 45 anos, o sedentarismo pode levar ao envelhecimento precoce.

De acordo com Aurélio, um indivíduo sedentário desta idade pode ter a condição física comparável à de alguém com 75 anos que se exercita regularmente.

Além disso, a falta de movimento está fortemente associada a uma série de doenças não transmissíveis capazes de gerar limitações graves ou mesmo a morte precoce decorrente de acidente vascular cerebral, infarto e diabetes, por exemplo. 

“As transformações que os exercícios físicos promovem são notáveis. Alongamento, fortalecimento e atividades cardiovasculares não só melhoram a disposição e diminuem as dores, mas têm um impacto positivo na postura e na autoestima. As práticas contribuem para uma maior felicidade e alegria no dia a dia, criando uma ‘reserva de saúde’ que ajuda a manter nossa autonomia”, diz o profissional.

“No meu trabalho com mulheres acima dos 50 anos, noto que, embora muitas comecem a se exercitar por questões estéticas, percebem rapidamente os benefícios dos exercícios para a saúde e o bem-estar geral. A conquista de resultados positivos em exames de saúde torna-se uma motivação poderosa para continuar”.

Para quem tem mais de 50 anos, a plataforma Saúde Diária recomenda exercícios que sejam rápidos, fáceis e sem impacto, evitando sobrecarga nas articulações.

Exemplos incluem aulas com bastão, caminhada em casa e treinos com peso.

Ao vivo ou gravadas, elas têm duração média de trinta minutos e são tidas como seguras, eficientes e divertidas.

A frequência ideal varia conforme o indivíduo, mas a plataforma sugere que, com apenas dez minutos de prática por dia, já é possível obter resultados significativos. 

“Ações como sentar e levantar da cadeira, agachamentos, exercícios abdominais em pé e atividades semelhantes às aulas de ginástica (sem impacto) são perfeitos para aumentar o metabolismo, fortalecer os músculos e melhorar a saúde geral”, comenta Aurélio.

“Coisas simples e sem custos podem ter grandes impactos na nossa saúde e aumentar significativamente a expectativa e a qualidade de vida de uma pessoa”.

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