*O título deste artigo foi adaptado para fins de SEO.
2026 não será um ano comum e empresários que ignorarem isso pagarão o preço
Escrito por Eduardo Schuler, CEO da Smart Consultoria (Crédito da foto principal: Divulgação).
Durante anos, o calendário foi visto pelos empresários como um fator operacional, quase neutro.
Em 2026, essa leitura deixa de ser inocente e se torna perigosa.
Copa do Mundo, eleições nacionais e uma concentração de feriados prolongados criam um ambiente econômico atípico, com atenção fragmentada, menos previsibilidade e maior volatilidade no consumo.
É seguro dizer que 2026 não será um ano ruim, mas será um ano seletivo, no qual planejamento estratégico valerá mais do que otimismo.
Os dados ajudam a entender por que esse cenário exige cautela.
Segundo pesquisa global da Ipsos, 71% dos brasileiros afirmam que pretendem acompanhar a Copa do Mundo de 2026, índice bem acima da média mundial, de 59%.
Isso indica um alto nível de engajamento emocional do consumidor com o evento.
Ao mesmo tempo, de acordo com o relatório Global Ad Spend Forecasts, do grupo Dentsu, o Brasil deve liderar o crescimento global dos investimentos publicitários em 2026, com alta estimada em 9,1%, impulsionada principalmente pela Copa e pelas eleições.
À primeira vista, o cenário parece promissor.
Na prática, significa mais dinheiro disputando a atenção do mesmo consumidor, em períodos muito concentrados do ano.
A experiência histórica mostra que grandes eventos não geram crescimento automático nem equilibrado.
Estudos consolidados sobre megaeventos esportivos, como análises recorrentes do Banco Mundial e de universidades europeias, apontam que os efeitos econômicos tendem a ser intensos no curto prazo e desiguais entre setores.
Turismo, entretenimento e alimentação capturam ganhos imediatos, enquanto indústria, varejo tradicional e negócios B2B enfrentam menos dias úteis, decisões adiadas e ciclos de venda mais longos.
Em anos assim, a média mensal deixa de ser um bom termômetro de desempenho.
Existe a ideia de que anos de Copa e eleições sempre aqueceram a economia e basta surfar a onda.
Esse raciocínio ignora um fator central: atenção virou um recurso escasso.
Com campanhas políticas, transmissões esportivas e entretenimento competindo simultaneamente, a publicidade tende a ficar mais cara e menos eficiente.
Marcas que dependem exclusivamente de mídia paga e lançamentos pontuais disputam espaço em uma arena historicamente desfavorável.
Visibilidade sem estratégia vira custo, não investimento.
O impacto também será sentido no caixa das empresas.
Menos dias úteis, somados a picos de consumo emocional, criam meses muito fortes seguidos de períodos de retração.
Sem modelos de receita recorrente, relacionamento direto com o cliente e planejamento financeiro conservador, muitos negócios viverão uma falsa sensação de crescimento, seguida por quedas abruptas.
Em 2026, previsibilidade será um ativo mais valioso do que expansão acelerada.
O calendário, portanto, não será uma desculpa para os resultados, mas parte direta da causa.
Empresas que fortalecem recorrência, antecipam caixa, reduzem dependência de mídia paga e planejam o ano em ciclos, e não em médias, entram em vantagem competitiva.
As demais seguirão esperando o “ano começar de verdade”, enquanto quem leu o cenário com clareza já estará colhendo resultados.
Sobre o autor
Eduardo Schuler é CEO da Smart Consultoria, multiempresário e especialista em Growth e escala de negócios.
Ao longo de sua trajetória, contribuiu estrategicamente para o crescimento exponencial de grandes marcas brasileiras, como Melissa e O Boticário.
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