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Artigo: A IA como infraestrutura invisível das empresas*

Artigo analisa como agentes de IA deixam de ser ferramentas isoladas e começam a integrar a infraestrutura central das operações empresariais.

Foto do autor do artigo.

*O título deste artigo foi adaptado para fins de SEO.

Como os agentes de IA estão se tornando a infraestrutura invisível das empresas

Escrito por Felipe Giannetti, executivo da StackAI (Crédito da foto principal: Divulgação).

A tendência é inequívoca: a inteligência artificial está deixando de ser vista como ferramenta e se tornando infraestrutura central para a operação das empresas.

Em 2025, cerca de 88% das organizações já usam IA em pelo menos uma função de negócio, com muitas ampliando casos de uso e explorando agentes inteligentes além de projetos-piloto.

Consultorias renomadas indicam que essa transição para usos mais profundos continuará a se acelerar ao longo de 2026 e 2027 conforme as capacidades de agentes de IA se incorporam ao core dos negócios.

Três movimentos principais explicam essa mudança.

O primeiro é a chegada de modelos multimodais que compreendem e geram texto, imagem, áudio e outros formatos de dados de maneira integrada, ampliando enormemente o escopo de aplicações possíveis, tornando interações com sistemas mais naturais e poderosas.

A própria Gartner estima que 40% das aplicações empresariais terão agentes de IA voltados para tarefas específicas até 2026, um salto expressivo em comparação com praticamente nenhum uso em 2025.

Em paralelo, os sistemas agênticos se consolidam como a nova camada operacional das empresas.

Já hoje, uma parte significativa das organizações está experimentando ou implantando agentes de IA capazes de executar fluxos completos de trabalho, como integrar dados entre sistemas, preencher formulários, montar relatórios e disparar processos automáticos em diferentes partes da operação.

Pesquisas recentes demonstram que 62% das organizações experimentam agentes de IA e cerca de 23% já estão expandindo essas soluções dentro de suas operações corporativas.

Esse movimento de automação inteligente vem crescendo em ritmo acelerado e tende a se integrar de maneira nativa aos softwares empresariais ao longo de 2026.

Esse avanço cria uma nova lógica de abundância operacional, em que gargalos históricos em atendimento ao cliente, análise de dados, gestão de cadeia de suprimentos e suporte técnico começam a ser eliminados ou drasticamente reduzidos.

Relatórios setoriais apontam que organizações que incorporam agentes de IA em seus processos centrais observam ganhos expressivos de eficiência e produtividade.

Ao mesmo tempo, a passagem da IA de projeto isolado para infraestrutura implica em redesenho de processos, novos modelos de governança e reconfiguração de papéis internos.

Por isso, 2026 se desenha como um ponto de inflexão no qual a IA deixa de ser percebida como funcionalidade acessória e começa a funcionar como infraestrutura estratégica de negócio.

Empresas que já internalizaram essa mudança estão redesenhando fluxos, revisando estruturas de gestão e tirando vantagem competitiva dessa reorganização.

Nesse novo cenário, o diferencial de mercado deixa de ser simplesmente “usar IA” e passa a ser reformular o próprio modelo de operação em torno de capacidades de inteligência artificial, uma distinção que deve separar aquelas que avançam no ritmo exigido pela próxima década daquelas que ainda tratam IA como experimento isolado.

Sobre o autor

Felipe Giannetti é ex-sócio da StartSe e executivo responsável por liderar a expansão da StackAI, startup norte-americana especializada em automação corporativa com inteligência artificial (IA), para o Texas (EUA) e Brasil.

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