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Déficit em matemática expõe falhas na governança educacional

Com 73% dos estudantes abaixo do nível mínimo, políticas públicas e iniciativas da sociedade civil se articulam para enfrentar desigualdades na educação básica.

Imagem ilustrativa.

Crédito da foto principal: Imagem via Canvas.

Com 73% dos estudantes brasileiros abaixo do nível mínimo de proficiência em matemática e média de apenas 379 pontos no PISA, o agravamento das dificuldades de aprendizagem na disciplina passou a impulsionar, neste ano, um movimento mais estruturado de enfrentamento do problema.

Esse é um movimento observado de perto por organizações da sociedade civil que atuam nas escolas públicas, como a Associação Cactus, responsável pela Olimpíada Cactus de Matemática e por turmas olímpicas voltadas ao fortalecimento da aprendizagem.

Diante desse cenário, o Ministério da Educação lançou o Compromisso Nacional pelo Ensino da Matemática, política pública que prevê apoio técnico e financeiro às redes de ensino, além de ações como formação continuada de professores, distribuição de materiais pedagógicos e definição de metas de aprendizagem para enfrentar um dos principais gargalos da educação básica.

Paralelamente às políticas públicas, iniciativas da sociedade civil vêm demonstrando impacto concreto no engajamento e no desenvolvimento do raciocínio lógico dos estudantes.

É o caso da Associação Cactus, organização da sociedade civil dedicada ao fortalecimento da aprendizagem matemática na educação pública, que atua por meio de olimpíadas educacionais e da implementação de turmas olímpicas em escolas públicas.

Segundo Victor Hill, presidente e fundador da fundação, “as iniciativas alcançam milhares de estudantes em diferentes regiões do país, promovendo a resolução de problemas, o pensamento crítico e a autonomia intelectual”.

Para ele, o formato das olimpíadas educacionais amplia o interesse dos alunos pela matemática e apoia professores na construção de estratégias pedagógicas mais engajadoras.

Hill destaca que iniciativas complementares às políticas públicas ajudam a transformar a relação dos jovens com a disciplina desde cedo:

“A matemática ainda é vista por muitos estudantes como uma barreira, quando na verdade é uma linguagem essencial para a cidadania, para o mundo do trabalho e para o desenvolvimento do país”, afirma.

Diferentemente de competições tradicionais, a Olimpíada Cactus atua como uma ferramenta pedagógica contínua, conectando escola, estudantes e professores em torno de desafios que valorizam o aprendizado, e não somente o desempenho pontual.

As turmas olímpicas, por sua vez, permitem aprofundar conteúdos e desenvolver talentos na própria escola pública.

O presidente da organização conclui:

“Em um momento em que o Brasil reconhece a urgência de avançar na aprendizagem matemática, a convergência entre políticas públicas e projetos educacionais da sociedade civil aponta para um caminho possível e necessário. A combinação entre escala governamental e inovação pedagógica tem potencial para gerar impacto estrutural e sustentável na educação básica brasileira ao longo dos próximos anos.”

Sobre a Associação Cactus

A Associação Cactus é uma organização que promove a equidade na educação por meio de experiências transformadoras.

Usa a matemática, a tecnologia e as olimpíadas de conhecimento para engajar estudantes a conquistarem novos espaços, transformando suas vidas e inspirando outros jovens.

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