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Chamamento do SUS redefine critérios para saúde digital

Edital do Ministério da Saúde amplia exigências de governança, segurança e ética na adoção de tecnologias como IA, telessaúde e interoperabilidade no SUS.

Imagem ilustrativa.

Crédito da foto principal: Imagem via Canvas.

O lançamento do Chamamento Público nº 01/2026, pela Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, marca um novo avanço na estratégia federal de transformação digital do SUS ao buscar, de forma estruturada, soluções tecnológicas inovadoras capazes de responder a desafios concretos da saúde pública.

O edital integra as diretrizes do Programa SUS Digital e do Agora Tem Especialistas e amplia a aproximação entre o Estado e o ecossistema de inovação, incluindo startups, universidades e empresas, com foco em temas como telessaúde, interoperabilidade, Internet of Things (IoT), inteligência artificial, gestão da informação e segurança de dados.

As propostas podem ser enviadas até 20 de fevereiro de 2026, conforme cronograma oficial do Ministério da Saúde.

A iniciativa surge em um momento em que experiências práticas já demonstram o impacto da saúde digital no atendimento público.

Um exemplo recente é o programa Piauí Saúde Digital, que ganhou projeção internacional ao receber, em junho de 2025, uma delegação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com representantes de sete países, além de autoridades federais brasileiras, incluindo a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad.

Desenvolvido com tecnologia da Portal Telemedicina, o programa contribuiu para a redução de filas e para o acesso mais rápido a diagnósticos especializados em regiões remotas, reforçando o papel da inovação como instrumento de equidade e eficiência no SUS, segundo informações divulgadas pelo próprio Ministério da Saúde e pela Secretaria de Saúde do Piauí.

Na avaliação de Rafael Figueroa, CEO da Portal Telemedicina, o chamamento público evidencia uma mudança de maturidade na forma como o poder público passa a avaliar soluções digitais.

“Mais do que tecnologia, o SUS passa a exigir critérios claros de governança, rastreabilidade, segurança da informação e conformidade regulatória. Projetos de saúde digital precisam demonstrar capacidade operacional, controles de acesso, auditoria contínua e integração com sistemas existentes para gerar impacto real e sustentável”, afirma o executivo, destacando que a discussão agora avança do piloto para a escala.

O edital também reforça a importância de ética, proteção de dados e responsabilidade no uso de inteligência artificial aplicada à saúde, pontos que tendem a ganhar protagonismo na agenda pública ao longo de 2026.

Para especialistas do setor, o movimento cria uma oportunidade para que gestores e fornecedores reflitam sobre o nível de maturidade tecnológica necessário para atuar no SUS, evitando erros comuns de implementação e fortalecendo a confiança institucional em soluções digitais voltadas ao cuidado da população.

Sobre a empresa

A Portal Telemedicina é uma empresa brasileira fundada em 2013, especializada em soluções inovadoras de saúde digital.

Com mais de 30 milhões de pacientes atendidos no Brasil e na África, a Portal já impactou positivamente a saúde pública, reduzindo, por exemplo, a mortalidade por doenças crônicas.

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