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Exposição de Jean Rosa ressignifica grandes monumentos urbanos em São Paulo

Mostra transforma ícones paulistanos, como o Copan e o MASP, em brinquedos.

Novembro bate à porta e está recheado de feriados.

Por conta disso, fica ainda mais fácil e divertido aproveitar as oportunidades com eventos e projetos disponíveis para participar gratuitamente, como a exposição Vira Virou Criança, com 20 trabalhos do ilustrador e designer gráfico Jean Rosa, que acontece até o dia 15 de novembro no Shopping Center 3.

As obras são imagens de construções icônicas paulistanas, como o MASP e o Edifício Copan, clicadas pelo fotógrafo Mavinho Acoroni com o uso de drones.

Nos ângulos pouco usuais, prédios, pontes e conjuntos habitacionais viram brinquedos, livros e até comida, como o Hotel Unique, cuja forma inusitada, criada pelo arquiteto Ruy Ohtake, se transformou em uma fatia de melancia saboreada por uma menina. 

Nas imagens da mostra há outra obra de Ohtake: os prédios do conjunto habitacional da comunidade de Heliópolis.

Agora, as construções de formato arredondado são pés de lata, antiga brincadeira de crianças.

“Passei a infância brincando na rua, em São Vicente, no litoral paulista. Acho que quem foi criança nos anos 80, 90 ou mesmo antes, pode reconhecer alguns brinquedos que resgatamos e lembrar dos momentos de lazer. Uma das propostas da exposição é recuperar essas memórias afetivas”, diz Jean Rosa, de 38 anos.

“Nosso trabalho procura dar um novo olhar para locais que vemos no cotidiano. Com essas imagens que estão fora do nosso ângulo normal, porque são feitas de cima, a ideia foi enxergar esses locais de um jeito diferente, evocando esse tempo da alegria sem compromisso, dessa disposição para o brincar que também é possível em São Paulo”, diz Mavinho Acoroni, que tem 43 anos.

Nos brinquedos para todas as idades, o MASP se tornou um teclado e o Prédio Tomie Ohtake, que abriga o Instituto de mesmo nome, em Pinheiros, passou a ser um Aquaplay, clássico dos anos 80, no qual o desafio era juntar argolas, que flutuavam na água, aos bastões.

Além disso, o acesso à ponte do Morumbi, na Marginal Pinheiros, é um Autorama de quilômetros.

Já o Copan é um livro enorme e a roda-gigante ao lado do Parque Villa-Lobos virou um monociclo.

A arte urbana desempenha um papel fundamental na vida de crianças, jovens e adultos, estimulando a criatividade e imaginação.

Quando expostas pela cidade, permite que todos tenham acesso à educação e conhecimento, podendo ajudar a transformar espaços públicos em ambientes mais acolhedores e interativos, proporcionando assim, oportunidades para brincadeiras, expressões e conhecimento.

Além disso, a arte promove diversidade cultural, permitindo que a população conheça diferentes perspectivas e culturas.

A arte urbana não apenas embeleza a paisagem da selva de pedra, mas também enriquece a experiência daquelas que a valorizam.

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