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Escritor lança memórias de quem viveu o comunismo soviético na pele

Obra de Henrique Marçal Cisman conta como um brasileiro convenceu sua família a mudar-se para a União Soviética na década de 1960.

Como será que é viver em um país onde o regime comunista é o vigente?

João Cisman, um brasileiro nascido aqui, mas com pais e irmãos mais velhos russos, se mudou com a família para a URSS no começo da década de 1960 após ouvir muitas histórias sobre a vida por lá.

Essa história virou livro intitulado A Maior das Lições: Memórias do Comunismo Soviético pelas mãos de Henrique Marçal Cisman, neto de João Cisman, que chega às livrarias via publicação da editora Telha.

Crédito: Divulgação

Em A Maior das Lições: Memórias do Comunismo Soviético descobrimos o fascínio de João Cisman, um jovem nascido na cidade de São Paulo em dezembro de 1930.

Seus pais haviam chegado ao Brasil alguns anos antes, atraídos pela propaganda nacionalista.

Já adulto, foi líder sindical e convidado a conhecer a URSS, porém, não conseguiu visitar as terras de sua origem.

Após o regresso, convenceu quase todos os familiares a irem morar em definitivo na União Soviética, uma experiência que mudaria tudo e seria considerada, para sempre, a maior das lições.

 “Ao pesquisar e conhecer mais detalhes da história eu tive (e ainda tenho) uma grande vontade de conhecer as cidades onde minha família esteve, principalmente Ceadir Lunga, na Moldávia, mas também a Ucrânia, em razão do Holodomor. Uma pena que a Ucrânia novamente esteja sendo subjugada pela Rússia” conta Henrique Cisman.

A década de 1960 foi marcada por uma União Soviética que rivalizava com os Estados Unidos pela hegemonia de nação mais importante no globo, o que alçou os ideais sociais a um patamar jamais visto.

Essa disputa polarizada deu início à famosa Guerra Fria e colocou frente a frente os ideais capitalistas e socialistas em um embate de qual o sistema mais promissor.

A Maior das Lições: Memórias do Comunismo Soviético traz a visão de quem ouvia histórias de um país próspero, onde a conduta social era fartamente difundida e apaixonou-se por ela.

As impressões tidas após chegar ao lugar, bem, essas se resguardam à leitura dessa obra brilhantemente escrita, rica.

“Sem dúvida, o maior legado é a mensagem que precisamos conhecer e viver aquilo que defendemos, neste caso, o socialismo/comunismo. Meu avô só teve a oportunidade de mudar de opinião ao conhecer na prática a realidade do sistema do qual era entusiasta quando vivia no Brasil. Se é verdade que parece muito distante das possibilidades, largar tudo e viajar rumo ao desconhecido, que pelo menos as pessoas aprendam com a História, como a retratada nesta obra”, finaliza Henrique Cisman.

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